E se escrevo é porque sinto. Só porque.
Devo dizer Obrigada antes de despejar sentimentos e justificar o retorno.
Agradeço, não o que me foi dado, mas sim o que me foi ensinado a sorrir e o que me foi lembrado de esquecer.
Foi-me impingido o que o coração lutou por manter afastado durante mil e um anos. Mil e uma única juventude esquecida no toque daquele que é hoje o meu homem.
Perdoem-me a confusão, não meu homem de ser meu. Meu por ser eu dele. Meu por não sermos um do outro e no entanto deter metadade do meu coração, até futuro contacto, até futura entrega. Para que me devolva aquilo que é meu, que por agora é dele.
Obrigada amor, por dares um sentido mais certo, mais corrente e contemporâneo à palavra amar.
Até já, ou até nunca. Vou por agora amando e preservando as borboletas no estômago.

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