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beautiful things don't need to claim for attention

E se escrevo é porque sinto. Só porque. Devo dizer Obrigada antes de despejar sentimentos e justificar o retorno. Agradeço, não o que me foi dado, mas sim o que me foi ensinado a sorrir e o que me foi lembrado de esquecer. Foi-me impingido o que o coração lutou por manter afastado durante mil e um anos. Mil e uma única juventude esquecida no toque daquele que é hoje o meu homem. Perdoem-me a confusão, não meu homem de ser meu. Meu por ser eu dele. Meu por não sermos um do outro e no entanto deter metadade do meu coração, até futuro contacto, até futura entrega. Para que me devolva aquilo que é meu, que por agora é dele. Obrigada amor, por dares um sentido mais certo, mais corrente e contemporâneo à palavra amar. Até já, ou até nunca. Vou por agora amando e preservando as borboletas no estômago.

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Há coisas que só posso fazer no conforto do meu eu e no silêncio do meu ser. Saudades de mim. Vontade de identificar-me a mim mesma, comigo. Vontade de um pouco de eu.

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Se hoje fosse o último dia da minha vida. Corria mil milhões de anos, construía canoas se preciso e rumava para o meu bem qerer. Se hoje fosse o último dia da minha vida esquecia-me de se-lo. Juntava-me mil anos ao meu homem e eternizava os seus braços para todo o dia da minha vida. Se hoje, abraçava o meu amor, apenas. Que hoje seja. Quero sentir o teu calor de lareira. Se hoje fosse o último dia da minha vida. Deixava a certeza de que quem me abraçou foi o maior amor da minha vida. E dos outros dias todos.