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Há coisas que só posso fazer no conforto do meu eu e no silêncio do meu ser. Saudades de mim. Vontade de identificar-me a mim mesma, comigo. Vontade de um pouco de eu.
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beautiful things don't need to claim for attention

E se escrevo é porque sinto. Só porque. Devo dizer Obrigada antes de despejar sentimentos e justificar o retorno. Agradeço, não o que me foi dado, mas sim o que me foi ensinado a sorrir e o que me foi lembrado de esquecer. Foi-me impingido o que o coração lutou por manter afastado durante mil e um anos. Mil e uma única juventude esquecida no toque daquele que é hoje o meu homem. Perdoem-me a confusão, não meu homem de ser meu. Meu por ser eu dele. Meu por não sermos um do outro e no entanto deter metadade do meu coração, até futuro contacto, até futura entrega. Para que me devolva aquilo que é meu, que por agora é dele. Obrigada amor, por dares um sentido mais certo, mais corrente e contemporâneo à palavra amar. Até já, ou até nunca. Vou por agora amando e preservando as borboletas no estômago.

uma borboleta vive em média 3 semanas

Se hoje fosse o último dia da minha vida. Corria mil milhões de anos, construía canoas se preciso e rumava para o meu bem qerer. Se hoje fosse o último dia da minha vida esquecia-me de se-lo. Juntava-me mil anos ao meu homem e eternizava os seus braços para todo o dia da minha vida. Se hoje, abraçava o meu amor, apenas. Que hoje seja. Quero sentir o teu calor de lareira. Se hoje fosse o último dia da minha vida. Deixava a certeza de que quem me abraçou foi o maior amor da minha vida. E dos outros dias todos.

Bibbidi bobbidi bu

As férias acabaram e devo dizer que não estou satisfeita, quero mais. Quero muito mais do mesmo, mais do bom! Há pouco mais de um mês, antes de ter reencontrado a minha cidade, pensava e acho que até sentia diferente de hoje. Isso porque Lisboa é o continente dos apaixonados e como tal apaixonada estou. Já tinha montes de saudades de todos os “mentes” que se vivem na capital. Feliz ou infelizmente tenho-os tido de maneira diferente daquela que se tem em Lisboa. Hoje sou mais africana do que europeia devo confessar. Isso aos olhos Lusitanos claro. Os “mangolés” ainda me veem estrangeira. Mas o meu intimo sabe que sou mais angolense que outra coisa. Desde que cheguei à este refugio que só tenho visto mutações em mim. Em todos os aspectos começando e acabando sempre na forma de amar. Feliz ou infelizmente, novamente porque a incerteza é sempre certa, não me desamei. Amo igual ou até mais. Tenho afecto para dar e vender. E agora sei a quem. Sei de quem merece e mais uma vez vou dar ...

Estou de férias e tenho tempo para pensar

Já há muito tempo que não me lembrava. E hoje, lembrei-me. Mas de maneira diferente, um lembrar qualquer. Só me deu para escrever por causa da indiferença. Por já não fazer borbulhas, já não dar comichão. Libertei as borboletas que tinha presas no estômago desse pensamento. Desse sentir. Já não sinto. Nem nostalgia nem nada. Só felicidade de um outro bem me quer. (tenho saudades do meu amor e só conto as horas para ver o aeroporto da portela :)

Instagram

O “Excitação do tédio” está no instagram! Tenho tido tantas saudades do M que acabei refugiada nas tecnologias. Galerinha viciada no insta vamos lá começar a seguir :) @exitédio Quem é que já foi conquistado pelo instagram? e as "selfies", vieram para ficar?