Fuck, dafuck, dasmerdasfuckers e que se fuck esta merda toda!
Qeria eu ter orgulho de dizer que sou angolana!
Qeria eu ter orgulho de dizer que sou angolana!
E TENHO!
Desculpem o desabafo, é só isso mesmo, um desabafo. Porque orgulho não me falta nas raízes desta Angola minha. Estou só revoltada por ver meninas bonitas a se "chaparem" por causa de um copo da bendita Amarula. E de todas as outras "faltações" que me fizeram ficar loira.
Angola não é o que se está a mostrar ser. Anda escondida em máscaras de indecência e outros adjectivos que desafiam a moral e os bons costumes.
Angola, a meus olhos, é a menina castanha bonita que cuida dos filhos, faz funge pelo menos três vezes por semana, olha pela casa, trabalha, viaja e é a mais bela das vaidosas. Isso é a minha Angola, a querida que tenho como exemplo e na qual, se ainda não for, quero me tornar. Exactamente nela. Singela, sofrida que perdoa e dá a outra face, faz voluntariado involuntário pois a caridade é intrínseca a ela. A linda que gosta de si e dos seus, valoriza o lar, as suas crenças e os seus costumes. Esta menina que ainda existe e que muitos tentam corromper. A rainha que diz não às drogas, à fome e à prostituição. A Mãe dos seus negros que só lhes quer educar.
A minha Angola não é perfeita mas é uma das filhas mais belas da avó África.
A verdadeira Angola não mora nos becos de Viana e arranja confusão no "jardim". Ela é tudo aquilo que a mulher é, perfeita na sua imperfeição sempre em busca do equilíbrio entre o bem e o mal. Porque não há quem seja só bom, assim como não há quem seja só mau. A minha angola vai à igreja e acredita que há para lá um Deus a olhar por nós. Não lhe chamam de Meury, é mesmo Maria o nome dela, dos Anjos, do Carmo, da Aparecida e das outras todas Marias. Temos Ca-Quartas e Ca-Segundas. Temos tudo o que é tradicional. Tradicional de Angola, de cá. Não é cá chuchuadas e tchunas.. nada disso. Angola usa pano e amarra lenço na cabeça! Damos do cambuá com dignidade.
Minhas irmãs, já que damos à luz ao menos que tragamos os nossos filhos para uma Angola retrograda, ou moderna sem as ditas "modernices", cheia de sonhos e de paixões.
Irmãos, sejam pais e não progenitores apenas. O vosso contributo faz muita diferença.
Por favor, parem de importar álcool para o meu lindo paraíso!
A verdadeira Angola não mora nos becos de Viana e arranja confusão no "jardim". Ela é tudo aquilo que a mulher é, perfeita na sua imperfeição sempre em busca do equilíbrio entre o bem e o mal. Porque não há quem seja só bom, assim como não há quem seja só mau. A minha angola vai à igreja e acredita que há para lá um Deus a olhar por nós. Não lhe chamam de Meury, é mesmo Maria o nome dela, dos Anjos, do Carmo, da Aparecida e das outras todas Marias. Temos Ca-Quartas e Ca-Segundas. Temos tudo o que é tradicional. Tradicional de Angola, de cá. Não é cá chuchuadas e tchunas.. nada disso. Angola usa pano e amarra lenço na cabeça! Damos do cambuá com dignidade.
Minhas irmãs, já que damos à luz ao menos que tragamos os nossos filhos para uma Angola retrograda, ou moderna sem as ditas "modernices", cheia de sonhos e de paixões.
Irmãos, sejam pais e não progenitores apenas. O vosso contributo faz muita diferença.
Por favor, parem de importar álcool para o meu lindo paraíso!
O tabaco já nos basta, porque pelo menos, a esse, ainda temos o bom senso de dizer que não. Nem que seja por vergonha. Ou medo da má língua.
Mangolé sou eu e és tu. Que se lixe o modernismo viciado. O mau estrangeirismo. Retenham as coisas boas como o linguístico e a arte de falar. Ethos, Logos e Phatos. Saibamos ser.
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