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Querido rebento

Néscia seria eu se não escrevesse sobre ti meu pequeno mundo.
Os teus sete dias de criação foram as duas semanas mais alheias da minha existência. Sentir-te brotar fazia-me renascer, descobrir seres e sentimentos outrora alheios no meu ente, porém sempre meus.
A minha intuição revela-me que o teu fim não terá fim. Prantos hão de percorrer prados de ti e de sofrimentos meus sob falta de gravidade.
Eu, humanidade, quero que me perdoes pela minha falta de saber mostrar.
Não sei o que te dizer, como o fazer mostrar a ti. Até penso saber por instantes que estas ordinárias palavras não te vão chegar vulcão. Desculpa se assim for, espero que tenhas ido com o saber da minha adoração por ti e com a certeza de que eu, mãe, te estimei, te estimo e assim o irei fazer todos os dias do meu respirar.
Sei que fazes-me falta oxigénio, já não sinto o vento, a chuva e a tempestade agora é só de mim, de eu sozinha. Feia, só trovões.









 Desculpa até por não teres nome, orbe meu.


 Com pesar, Cácia Soares Choro.

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