Avançar para o conteúdo principal

Dia 0

Não devia andar a contar os dias, não devia não ter dias para contar.

Queria não ter desculpas para falar contigo. Mas por outro lado é uma escolha minha inventar filosofias para te ver.
Digo que não, mas a minha razão discorda e grita que sim.
Sei que és um erro mas o todo só se acerta ao teu lado.

O sexo tornou-se uma banalidade. Mas desde quando? Desde nunca.
Porque o dia zero não para de acontecer. Nem vi que me estava a mentir. A tentar parecer um gajo forte que só te quer comer.
Não passa de pura e crua encenação sem qualidade. Não te convenço.

Tantos paradoxos que a tua existência em si já se tornou contraditória.
No fundo sou um bom moço e quero-te para casar, quero que sejas a mãe dos meus filhos e admitir isso é arriscado para mim. Sei que és do mundo. Um mundo teu é verdade, mas és dele não minha. Não te vou cortar as asas (se bem que vontade não me falta)

Morre homem de Deus, ou mata-me de desgosto para que um dia te odeie mais do que amo.
E é isso. A primavera, o ócio e o cio.


com amor, Cácia.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Há coisas que só posso fazer no conforto do meu eu e no silêncio do meu ser. Saudades de mim. Vontade de identificar-me a mim mesma, comigo. Vontade de um pouco de eu.

uma borboleta vive em média 3 semanas

Se hoje fosse o último dia da minha vida. Corria mil milhões de anos, construía canoas se preciso e rumava para o meu bem qerer. Se hoje fosse o último dia da minha vida esquecia-me de se-lo. Juntava-me mil anos ao meu homem e eternizava os seus braços para todo o dia da minha vida. Se hoje, abraçava o meu amor, apenas. Que hoje seja. Quero sentir o teu calor de lareira. Se hoje fosse o último dia da minha vida. Deixava a certeza de que quem me abraçou foi o maior amor da minha vida. E dos outros dias todos.