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arquitonta

Irónico será dizer que neste momento não estou comigo, na minha vida.
Encontro-me precisamente no centro de toda a confusão, que é por sua vez o buraco negro de paz que a minha vida tem.
Este mundo está tão cheio de coisas, muitas inúteis. Tantos lemas, tantas teorias descabidas e no fundo resume-se à eterna procura do sentimento mais abstracto e variável que se pode ter. Felicidade, ou outra coisa qualquer que lhe queiram chamar.
Faz-se tanto para uns míseros segundos em que esta seja genuína, mas será que existe ou será apenas a nossa mente a pregar-nos partidas que se confundem com os mais conhecidos "momentos únicos"? Até que ponto os sentimentos não passam de desculpas vulgares para que a vida não seja um palco cheio de coisa nenhuma e por isso tenha algum significado?
Sem mais tabus, sim é um ponto em que tudo se torna muito assustador mas acabamos sempre por ir lá parar, eventualmente claro, será que é assim tão trivial a resolução da nossa existência que temos a necessidade de nos esconder atrás de post-its de caras alegres e tristes em vez de enfrentarmos a realidade? Os sentimentos existem mesmo ou somos nós a inventa-los?

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