
Saudade meu sentimento português, labrego.
Sinto, penso em coisas, em lágrimas, penso, só penso.
Sei juntar as palavras na minha cabeça, parece ser tudo mais belo, mais certo no meu intimo.
Por instantes perco-me nas tecnologias, no meio de distracções que de nada me servem, se não afastar-me do real.. dos sentimentos genuínos.
Acho-me em pensamentos mais importantes... experimento a tristeza novamente em mim e afundo-me um pouco mais na melancolia de um sábado gelidamente solitário.
Desejo impressões momentâneas, um toque, sentir a respiração de um outro ser na minha pele, saber tudo de olhos fechados. Quero viver o sonho, a magia do primeiro beijo. Almejo o que já possuí e revivo, na minha mente, tornando-me mais fraca, adoecendo na minha própria peste.
Uso pretéritos para detalhar vigílias felizes, encontro nos gerúndios o desejo de reviver um passado não muito longínquo... alias, foi ontem.
Apenas fantasio que seja hoje também, aguardo o amanhã para reviver o meu ontem.
A minha realidade é agora a minha mente, estou insulada nela, nada mais importa. Refugio-me na tua voz ofegante, banhada nas águas das nossas bocas, que vagarosamente se evaporam, no fogo da minha derme. Revivo tudo de olhos fechados, sem distinguir agora o sonho da vigília.
Já não me lembro, sei que está quente e frio simultâneamente, é tanta a incerteza que olvido a minha existência. Não sei hoje se o rio em que te banhavas era real, se existiu de facto. Não sei, nada sei, apenas sinto.
Porém foi no não saber que te encontrei, perdido na minha miragem e maduro para vivermos o que sonhei.
Recordar é viver. Sentimento rude aldeão Português.
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